um cirúrgico Heide coloca o Brasil em ótima posição no Canadá

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No primeiro jogo, não é que João Lucas tenha feito uma péssima apresentação.

No primeiro jogo, não é que João Lucas tenha feito uma péssima apresentação. O brasileiro até teve suas chances no saque de Draxl no set inicial. Teve um break point no primeiro game, 0/30 no quinto e 15/30 no sétimo. Perdeu pontos importantes ao cometer erros, mas também viu o tenista da casa sacar bem em algumas oportunidades. O brasileiro, contudo, não sacou tão bem. Encaixou 59% de primeiros serviços e só ganhou 69% desses pontos. E pior: venceu só 30% quando precisou do segundo saque. A história meio que se repetiu no segundo set, com Draxl vencendo a maioria dos pontos

grandes. Quebrou João no primeiro e no terceiro games, salvou break point no segundo e, assim, abriu 4/0. Reis até devolveu uma das quebras, mas já era tarde para uma reação.

O segundo jogo viu um Heide cirúrgico. Fez pouco com as devoluções, mas foi extremamente eficiente com seu saque no primeiro e no terceiro sets. Teve o serviço ameaçado em um par de vezes em ambas parciais, mas sempre se safou. Diallo contribuiu. Jogou mal quando Heide sacou em 0/30 no sexto game da parcial decisiva. Depois, deu um par de pontos de graça quando o brasileiro precisou sacar em 30/30 e, depois em "iguais".

Quando chegou o tie-break, a vantagem moral de Heide era óbvia. Não só porque o paulista venceu o primeiro game de desempate, mas porque Diallo tinha nos ombros as chances perdidas. Uma dupla falta no primeiro ponto deixou isso óbvio. O canadense também fez uma subida à rede com um slice flutuando (e levou uma linda passada de Heide), deu uma madeirada de direita para ficar 1/3 abaixo e mandou um forehand na rede logo depois. Heide teve a chance de sacar em 4/1 e não desperdiçou a vantagem.

– O Brasil joga sem João Fonseca, que tirou a Davis de seu calendário por causa da sequência puxada de torneios – ele disputa o ATP 250 de Buenos Aires, onde defende o título, a partir de segunda-feira, e de lá parte para o Rio Open. O atual número 2 do Brasil, Thiago Wild, não foi convocado. O Canadá, por sua vez, atua sem Félix Auger-Aliassime e Denis Shapovalov.

– Nada é simples numa Copa Davis, sobretudo fora de casa, mas o cenário de momento não poderia ser muito mais animador. Luz e Matos vêm jogando bem e entram em quadra como favoritos. Se a vitória brasileira nas duplas se confirmar, Diallo, que perdeu os últimos quatro jogos que disputou, entrará em quadra pressionado contra Reis. E, mesmo que o tenista da casa vença, Heide terá a chance de selar o confronto.

Fonte: www.uol.com.br

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