Novas mensagens podem alterar investigação sobre morte de Militar na PB
O caso envolvendo a morte do sargento Derivaldo do Nascimento Santos pode passar por uma reavaliação jurídica após novas informações obtidas pela Polícia Civil da Paraíba por meio de interceptações telemáticas.
Os advogados Daniel Alisson e Mirella Cristina, que atuam como assistentes de acusação da família do policial militar, irão pedir à Justiça a desclassificação do crime de latrocínio para homicídio qualificado. A tese apresentada sustenta que o militar foi morto por vingança.
Segundo relatório técnico da investigação, Willians Ferreira do Nascimento, preso no Estado do Rio de Janeiro, teria confessado em conversas interceptadas que matou o sargento após ver o irmão morto durante a ação criminosa.
De acordo com a Polícia Civil, Willians e o irmão, identificado como Bismarque, tentavam assaltar o militar quando houve reação. Durante o confronto, Bismarque morreu. Ainda conforme a investigação, Willians teria efetuado disparos contra o sargento em seguida.
Em uma das mensagens analisadas, o investigado afirma: “Só matei o sargento porque ele matou o meu irmão. Quando vi meu irmão morto fui lá e dei 10 tiros na cara do sargento.”
Para a assistência de acusação, a declaração indica que o crime teria ocorrido por motivação pessoal e não apenas em razão da tentativa de roubo.
As interceptações também apontam ameaças feitas por Willians contra o próprio pai, após suspeitas de que ele teria colaborado com a polícia durante as investigações.
O advogado Daniel Alisson afirmou que os elementos reunidos até o momento reforçam a tese de homicídio qualificado por motivo torpe. “O próprio investigado confessa que matou porque viu o irmão morto e quis se vingar”, declarou.
O caso segue em tramitação na Justiça da Paraíba. A Polícia Civil continua analisando os materiais obtidos durante a investigação.