Detento é flagrado com computador conectado à internet dentro do Sílvio Porto, em João Pessoa

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Um detento foi flagrado utilizando um computador conectado à internet dentro da Penitenciaria Desembargador Sílvio Porto, localizada no bairro de Mangabeira, em João Pessoa. O caso expõe um possível esquema envolvendo vários presos, acesso a redes Wi-Fi utilizadas pela direção do presídio e até a suspeita de ocultação de provas por parte da administração.

De acordo com documentos enviados a Redação do G4Paraíba, o computador foi encontrado por um agente penitenciário na sala de manutenção da unidade, no momento em que o preso fazia uso do equipamento. O interno identificado como Josimar Ângelo de Lima assumiu a responsabilidade exclusiva pelo uso do computador e da internet, isentando outros detentos que também teriam participado.

A denúncia cita ainda o envolvimento de Gilson Alves, chefe da cozinha, apontado como responsável por registros de membros do PCC dentro da prisão. Outros presos, como José Anacreto, José Marcelo e Alexandre, conhecido como Pernambuco, também foram mencionados em atividades ligadas ao uso de computadores e celulares no presídio.

Segundo relato de Josimar, o computador teria sido montado por ele com a finalidade de manter contato com sua esposa. No entanto, perguntas críticas permanecem sem resposta: como o detento conseguiu uma antena de sinal wireless? De que forma o equipamento entrou na unidade sem o conhecimento dos agentes?

As investigações apontam que o esquema funcionava principalmente no período noturno, quando a conexão era compartilhada entre vários detentos. Essa rede teria permitido acesso a redes sociais, ligações via aplicativos e contatos externos.

A situação se torna ainda mais grave com a denúncia de que o diretor do presídio teria ocultado informações. Conforme a denúncia, ele teria permitido que o computador e até números conectados ao WhatsApp Web não fossem comunicados à Corregedoria e à GESIPE (Gerência Executiva do Sistema Penitenciário), órgãos responsáveis pelo controle do sistema penitenciário da Paraíba.

O caso gera fortes suspeitas de falhas na segurança interna e levanta questionamentos sobre a efetiva gestão da unidade.

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