Denúncia bomba: executor da morte de Expedito Pereira teria privilégios e fazia transações bancárias dentro do presídio Silvio Porto

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Quem lembra do caso do ex-prefeito de Bayeux, Expedito Pereira?


Enquanto a sociedade paraibana acredita que o executor do crime cumpre sua pena como qualquer outro detento, novas informações exclusivas levantadas pelo G4Paraíba apontam um cenário preocupante dentro do sistema prisional.

Segundo denúncia recebida pela redação, Leon Nascimento dos Santos, condenado pela morte de Expedito Pereira, estaria atuando como líder de pavilhão no Presídio Sílvio Porto, em João Pessoa. A denúncia revela que o apenado realizava transações bancárias, vendia bens como camas e ventiladores, e extorquia outros presos sob sua liderança.

Um documento enviado à redação comprova que Leon exercia uma função trabalhista dentro da unidade prisional, e que uma das contas usadas para as movimentações financeiras só poderia ser aberta com reconhecimento facial, por se tratar de um banco digital, o que levanta dúvidas sobre o acesso do preso a dispositivos eletrônicos.

A denúncia ainda aponta que o condenado gozava de privilégios dentro do presídio, o que teria gerado revolta entre os demais apenados. Segundo o relato, presos do próprio pavilhão decidiram se rebelar e expulsar Leon Nascimento da liderança após as descobertas.

O ex-prefeito e ex-deputado estadual Expedito Pereira (MDB) foi assassinado em dezembro de 2020, no bairro de Manaíra, em João Pessoa. Ele caminhava sozinho quando foi surpreendido por um homem em uma moto, que o atingiu com disparos e fugiu em seguida.

Essa não é a primeira denúncia envolvendo o Presídio Sílvio Porto. Recentemente, o G4Paraíba revelou que um detento tinha acesso a um computador com internet, utilizando, segundo a apuração, a senha da direção da unidade. Após a denúncia vir a público, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) divulgou uma nota classificando a informação como inverídica.

Entretanto, as revelações sobre o apenado Josemar Ângelo reforçam indícios de irregularidades. Conforme informações, os computadores usados para remissão de pena estão concentrados em setores supervisionados — como saúde e Defensoria Pública —, onde sempre há presença de policiais penais. No entanto, o computador encontrado com Josemar estava em um local conhecido como “Quartinho”, que abriga ferramentas como enxadas, carrinhos de mão e materiais de manutenção, ambiente fora do controle direto da administração.

Além disso, a redação recebeu outra denúncia envolvendo o pavilhão LGBT da unidade.
Uma apenada trans, identificada como Janicleudo Santana Guedes Kelky, teria furtado um carregador de celular dentro da sala do chefe de disciplina, uma das áreas consideradas mais seguras do presídio. O caso teria gerado conflitos entre policiais penais, incluindo relatos de falsas acusações de assédio moral, brigas internas e tensões entre agentes e a direção.

As denúncias, se confirmadas, evidenciam uma série de falhas de segurança e gestão dentro do Presídio Sílvio Porto, além de levantarem questionamentos sobre o controle real das atividades dos apenados.

O G4Paraíba reforça que o espaço segue aberto à Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) para os devidos esclarecimentos e posicionamento oficial sobre os fatos narrados.

Por: Bruno Henriques/Arquivos: Redação

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