A mais importante rota de travessia terrestre entre a China e a Coreia do Norte foi aberta nesta quinta-feira (15) após atrasos nas obras. O objetivo principal da chamada Ponte Nova do Rio Yalu, que tem cerca de 3 km de extensão, é facilitar o transporte e aumentar as trocas comerciais entre os países.

O lançamento oficial ocorreu em uma cerimônia conjunta das duas nações, realizada sobre a própria ponte, na qual caminhões enfeitados com flores, laços e as bandeiras dos dois países fizeram a travessia.

“As relações bilaterais estão entrando em uma nova fase, iniciando um novo capítulo”, afirmou o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, em vídeo exibido na abertura, segundo a agência de notícias estatal Xinhua.

Na quarta-feira (14), a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou que a ponte “servirá como uma importante infraestrutura para a conectividade bilateral e facilitará ainda mais as trocas econômicas, comerciais e interpessoais entre os dois países, contribuindo para o bem-estar de ambos os povos”.

Do lado chinês, a ponte fica na cidade de Dandong, no nordeste do país, enquanto do lado norte-coreano a estrutura chega a Sinuiju, na província de Pyongan do Norte. As obras tiveram início em 2010 e foram concluídas em 2014, mas a ponte permaneceu sem uso até a inauguração oficial nesta quinta.

A obra é composta por duas torres estaiadas, duas faixas em cada sentido, largura de 28,5 metros e vão de navegação para embarcações de até 3.000 toneladas. A dimensão contrasta com a da estrutura anterior, a Ponte da Amizade China-Coreia do Norte, que só permite a passagem de caminhões de até 20 toneladas e funciona em mão única.

A inauguração ocorre em um momento em que os dois países trabalham ativamente nas relações diplomáticas. Só no último ano, o líder chinês, Xi Jinping, e o ditador norte-coreano, Kim Jong-un, se encontraram duas vezes, além de reuniões bilaterais entre outras autoridades.

A China é o maior parceiro comercial de Pyongyang, mesmo diante de sanções da ONU (Organização das Nações Unidas) que proíbem o fluxo de bens e trabalhadores devido ao desenvolvimento do arsenal nuclear norte-coreano.

As exportações da China para a Coreia do Norte atingiram US$ 2,3 bilhões em 2025, alta de 25% em relação ao ano anterior. O número é o maior em seis anos, mas ainda fica abaixo do registrado antes das sanções da ONU de 2017.

Com Reuters


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