Um verdadeiro retrato do caos na saúde pública. Pacientes que necessitaram de atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), nesta segunda-feira (13), ficaram sem socorro na cidade de Santa Rita, na Grande João Pessoa.
Entre os casos, está o de uma mulher de 28 anos, com problemas de saúde mental, que aguardava atendimento desde às 9h da manhã. Familiares relataram que a ambulância do SAMU não pôde atender o chamado porque encontra-se retida no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, com a maca ocupada.
Ao entrarem em contato com a Central de Atendimento 192, a médica reguladora lamentou o ocorrido, mas afirmou que nada poderia ser feito no momento — um posicionamento que revoltou os familiares, que classificaram a situação como “um descaso com a vida humana”.
Moradores de Santa Rita denunciam que há meses enfrentam o mesmo problema: a cidade conta com apenas uma única ambulância para atender toda a população. A situação se agrava quando essa ambulância é retida no Trauma, o que deixa centenas de pessoas sem socorro emergencial.

O problema, segundo relatos, é reflexo da falta de leitos disponíveis no Hospital de Trauma, que acaba mantendo pacientes nas macas das ambulâncias — impedindo que os veículos retornem às ruas para novos atendimentos.
Especialistas lembram que o direito à saúde é garantido pela Constituição Federal, e a omissão do poder público em garantir atendimento digno e rápido pode configurar violação de direitos humanos.
Enquanto isso, a população segue à mercê da própria sorte, esperando por uma resposta efetiva das autoridades municipais e da direção do Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa.
Afinal, até quando o cidadão vai pagar o preço pelo descompasso da saúde pública?