A família de William Champman, atacado e morto por tigre após entrar na jaula do felino em zoológico do Reino Unido, criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o americano publicar vídeo em que brinca com a morte de Chapman.
Trump compartilhou em sua rede Truth Social um vídeo em que o britânico é atacado pelo felino (as imagens não mostram a morte de Chapman) junto do texto “nunca brinque com a natureza”. Depois, publicou vídeo com imagens compiladas de ataques de felinos a outras pessoas.
Em seguida, o americano publicou um terceiro vídeo gerado por ferramentas de inteligência artificial no qual o próprio Trump aparece fazendo gestual e pose semelhantes ao que faz Chapman no primeiro vídeo e, em seguida, brinca com um tigre.
“A família está completamente devastada pela sua perda e lutando para aceitar o que ocorreu. A publicação e circulação de conteúdos de mídia profundamente ofensivos está provocando sofrimento severe em um momento excepcionalmente vulnerável. Pedimos que parem”, disse a família de Chapman, em comunicado publicado nesta terça-feira.
“A família tem esperança de que autoridades relevantes farão o máximo para descobrir por que nosso maravilhoso filho fez o que fez”, afirma o texto, ressaltando que Chapman sofria de “problemas de saúde mental significativos” e tomava medicações.
Chapman havia sido ator quando criança. Ele participou da comédia “May Contain Nuts” (2009) e da série da BBC Learning “True Stories”.
O zoológico Yorkshire Wildlife Park fechou desde o ataque e afirmou que o tigre, chamado Altai, não será sacrificado. Uma investigação sobre o ocorrido ainda está em andamento.
FONTE:
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