Um alto funcionário do governo Trump afirmou neste domingo (11) que a transmissão ao vivo da execução do autor de um massacre de soldados americanos, prevista para ser realizada em dezembro, não representaria um risco adicional à segurança dos Estados Unidos.

“Não vejo nenhum risco maior neste momento por causa disso”, disse o secretário de Segurança Nacional, Markwayne Mullin, à emissora CBS News, ao ser indagado se a medida poderia transformar o responsável em mártir de sua causa. “Acho que as pessoas precisam entender que, se atacarem os Estados Unidos, iremos atrás delas e garantiremos que a punição seja proporcional ao crime”, acrescentou.

Nidal Hasan, de 56 anos e psiquiatra do Exército americano, matou 13 pessoas a tiros e feriu mais de 30 em um ataque inspirado pela organização jihadista Al Qaeda na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009. Se o plano for concretizado, ele será a primeira pessoa executada por um pelotão de fuzilamento militar americano desde 1945.

A proposta de transmitir publicamente a execução, prevista para 3 de dezembro, foi apresentada na quinta-feira (8) pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, e pelo Pentágono, e provocou críticas dentro e fora dos EUA. Depois, Trump evitou confirmar a iniciativa.

Quando os jornalistas insistiram, neste domingo (11), sobre a possibilidade de transmiti-la ao vivo, Mullin respondeu à CBS: “Ninguém é obrigado a assistir se não quiser”. Trump “governa este país de forma muito, muito, muito direta e firme, está restaurando os valores dos EUA e nos levando de volta ao lugar em que o país deveria estar”, afirmou.

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, condenou a possibilidade de uma execução pública nos EUA e a classificou como abominável. “É algo que eu não gostaria de ver em nenhum lugar do mundo”, afirmou ao podcast “The Rest is Politics”.

Fonte: Folha.com